quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Impostômetro atinge R$ 1 trilhão mais de um mês antes que em 2010

É isso aí minha gente, vamos lá, trabalhar para que o governo possa arrecadar mais impostos e gastar com coisas totalmente inúteis, como estádios para a Copa do Mundo, mensalões e tantas outras coisas "extremamente importantes"... enquanto isso, pessoas de todas as idades morrem nas filas dos hospitais, ou nas estradas extremamente mal conservadas, e por aí vai... esse é o nosso país... Brasil, aqui o PALHAÇO é você!!!!!


O impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) marcou nesta terça-feira (13), às 11h31, R$ 1 trilhão de impostos pagos pelos brasileiros desde 1º de janeiro deste ano. O painel, no centro de São Paulo, calcula o valor arrecadado pela União, estados e municípios.

O marco foi alcançado 35 dias mais cedo do que em 2010, quando o patamar foi atingido em 18 de outubro.

O Impostômetro foi criado em 20 de abril de 2005 e o painel eletrônico que calcula a arrecadação em tempo real está instalado na sede da ACSP, na Rua Boa Vista, na região central da capital paulista. O total de impostos pagos pelos brasileiros também pode ser acompanhdo pela internet na página do "Impostômetro" (o portal é novo e deve ser ativado ainda nesta terça-feira).

PortalNesta terça-feira (13) foi lançado o hotsite www.horadeagir.com.br, por onde os internautas podem gravar um vídeo relatando sua experiência com relação à carga tributária brasileira.

Ainda nesta terça, a entidade elabora um documento oficial, em nome dos empreendedores paulistas, para que os deputados federais coloquem em votação e aprovem o Projeto de Lei 1472/2007. O documento, que já aprovado pelo Senado Federal, determina a discriminação do valor dos impostos pagos nas notas fiscais.
Além disso, acontece até as 17h desta terça, no Pátio do Colégio (no centro de SP), um Feirão do Imposto para que as pessoas possam conhecer o percentual de impostos embutidos nos preços dos produtos do dia a dia, como arroz, feijão, xampu e sabonete. A participação no feirão é gratuita.

Fonte: G1.com

Dilma veta medida de combate à corrupção

É minha gente, esse é o nosso país...


Se na Esplanada dos Ministérios a “faxina” de Dilma Rousseff passa a ideia de rigor contra a corrupção, na relação do governo federal com estados e municípios, a presidenta acaba de emitir um sinal inverso. Dilma vetou do texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) um dispositivo que se destinava a evitar irregularidades e desvios nos convênios da União com as prefeituras e os governos estaduais. Ela retirou da LDO a exigência de que todos os governos estivessem com as prestações de contas em dia para receberem mais dinheiro do orçamento da União. Os problemas nas prestações de contas podem ser sinais de uso irregular ou até desvio de verbas públicas.
Como mostrou o Congresso em Foco no ano passado, apenas sete estados, a maioria da base aliada, receberam R$ 235 milhões mesmo “sujos” com o governo federal. Ou seja, ou não prestaram contas sobre se usaram corretamente o dinheiro, ou fizeram isso fora do prazo, não apresentaram documentos exigidos, ou eram investigados por tomadas de contas. Até hoje, os repasses continuam sendo feitos.
O Ministério do Planejamento, que orientou o veto de Dilma, disse que o objetivo do governo federal não foi “afrouxar” regras de combate à corrupção, mas garantir a continuidade das políticas públicas, para não prejudicar a população, principalmente a mais carente. A oposição não perdoa. “A presidente quer dizer para os aliados que eles podem roubar”, critica o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), autor do mecanismo vetado pelo Palácio.
Para fazer os repasses de dinheiro, considerados ilegais pelas Consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado, o governo se valeu da diretriz 2/10 do Ministério do Planejamento, publicada às vésperas das eleições. Pela norma, se a Secretaria de Transportes de uma cidade ou governo está “suja” porque não prestou contas das verbas recebidas, as outras secretarias podem continuar a receber verbas. O prefeito pode criar, por exemplo, a Secretaria de Mobilidade Urbana e tocar novas obras, apesar de um superfaturamento na empreitada anterior.
Lei de Responsabilidade Fiscal
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada pelo Congresso neste ano queria deixar claro que isso já é proibido por lei – no caso, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Por isso, foi incluído no texto orçamentário um artigo obrigando que a verificação de adimplência do estado e do município seja feita em todas as secretarias – e não apenas naquela que vai receber o dinheiro. Continuaria valendo a exceção para as áreas de educação, saúde e assistência, como prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal, para que as restrições não prejudiquem os serviços essenciais à população.
Mas Dilma vetou o mecanismo de prevenção a novos desvios de recursos. Após parecer dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, a presidenta da República justificou que “a maioria dos entes da Federação” tem problemas e não poderia pedir dinheiro para convênios com a União. A assessoria do Planejamento disse ignorar quantos são os governos e prefeituras impedidos de receberem dinheiro por inadimplência de alguma de suas secretarias.
Dilma alegou que a medida inviabilizaria as políticas públicas, o que prejudicaria a população (leia o veto da presidenta). No entanto, a LRF já exclui as áreas sociais mais sensíveis, como enfatizaram os chefes das Consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado, Wagner Primo Júnior e Orlando de Sá Neto, em nota técnica que analisou todos os quase 40 vetos da presidente. “Os vetos atingiram importantes dispositivos relacionados à transparência da peça orçamentária”, disseram os especialistas no documento (leia o parecer).
Como eles entendem que a medida apenas confirma o que já está em lei, Primo e Sá Neto, dizem que a Lei de Responsabilidade Fiscal está sendo desrespeitada e, mesmo com o “não” de Dilma, é preciso fazer a checagem minuciosa de todas as prestações de contas.
Não há previsão de data para que deputados e senadores se reúnam e, em sessão do Congresso, apreciem o veto presidencial. Essa sessão deliberativa, temem oposicionistas, pode acabar sendo empurrada para o próximo ano pela ampla maioria governista tanto na Câmara quanto no Senado.
Retórica
O deputado Pauderney disse ao Congresso em Foco que a disposição de Dilma contra a corrupção é mera retórica. “A presidente tem dois ou três discursos. O primeiro é para a opinião pública – e, aí sim, ela gosta que a imprensa fale de faxina. O outro discurso é para a base aliada dela, e aí ela diz que não é faxina o que ela está fazendo, que faxina seria uma coisa tópica”, disse o oposicionista. Ele acrescentou que Dilma deixa a “esfera prática” ao decidir vetar uma emenda “que permitiria que a moralidade pública fosse exercida”.
Segundo Pauderney, a gestão da presidenta repete a tolerância do governo Lula em relação à malversação de dinheiro público e à corrupção. “Ela tirou da lei a vedação de que era proibido roubar. Nós já flagramos algumas vezes o Executivo repassando recursos para estados e municípios inadimplentes, burlando a norma legal”, emendou o deputado, garantindo que seu partido reagirá ao veto.
“Já estamos conversando sobre esse tema com o Tribunal de Contas da União. Temos de buscar um caminho, nem que seja trazer para a tribuna, ir ao Ministério Público, ir à Justiça Federal, fazer ação civil pública. Nesse caso, há uma ação realmente orquestrada entre os ministérios e até o próprio Congresso Nacional. São os órgãos da administração federal contribuindo para a corrupção”, concluiu.
Ações judiciais
Em nota, o Ministério do Planejamento disse que a motivação do veto foi evitar prejuízos à sociedade. “A medida geraria prejuízos à população, especialmente a mais carente, e um aumento das ações judiciais para cancelar os registros de inadimplência.”
No ano passado, o Congresso em Foco localizou alguns governo estaduais que alegaram receber recursos públicos mesmo inadimplentes por força de decisão judicial. Para exemplificar isso, o Planejamento citou uma ação cautelar movida por vários estados no Supremo Tribunal Federal contra a União que lhes garantiu o repasse de dinheiro.
Entretanto, a decisão do STF se refere a um governo com problemas por causa de uma empresa estatal ou autarquia – a chamada administração indireta. A medida vetada por Dilma refere-se a secretarias de estados e prefeituras, a chamada administração direta.
O Planejamento não respondeu se, embora motivado por não prejudicar a população, o veto não teria o efeito colateral de fomentar a corrupção. A assessoria disse que não era de sua competência comentar o conteúdo do veto.
Obrigação
Depois de afastar por suspeitas de corrupção e irregularidades ministros e diretores dos setores de Transportes, Turismo e Agricultura, Dilma passou a desprezar o termo “faxina”, para não causar atritos com sua base aliada. Disse que combater a corrupção não é “meta”, mas “obrigação” de um governo, já que a prioridade sempre será acabar com a miséria.
A Casa Civil da Presidência da República disse que não comentaria o caso, sob o argumento de que o assunto diz respeito às ações do Planejamento. O Ministério da Fazenda, que também orientou o veto, não prestou esclarecimentos.

Fonte: Congresso em Foco

quinta-feira, 16 de junho de 2011

PARABÉNS SENHOR LULA!!

            Caros amigos,

            Mais uma vez vos escrevo, para demonstrar a minha indignação com algumas coisas que, por incrível que pareça, acontecem em nosso país. Gostaria de deixar bem claro que minha intenção não é gerar um transtorno com os simpatizantes do ex presidente Lula, apenas gostaria de contar à vocês porque, mais uma vez, estou totalmente indignado.

            Quero começar este pequeno texto com um enorme agradecimento ao ex presidente Luis Inácio Lula da Silva, ou seria melhor chamá-lo de presidente MULA? Sr presidente, que chegou ao poder de uma forma tão bonita, aclamado pela maioria da população, visto por muitos como “salvador da pátria”. Não vou entrar aqui no mérito dos inúmeros escândalos ocorridos durante seu governo, entre eles “o maior esquema de corrupção que este país já viu”, também conhecido com mensalão, como disse o delator do esquema, o “ilustre sr” Roberto Jéferson. Não vou também citar o assistencialismo feito pelo sr ex presidente, que o levou mais uma vez se contradizer, pois lembro muito bem que durante a campanha ele dizia que “não iria dar o peixe, iria ensinar o povo a pescar”, sendo que a única coisa que vi em seus 8 anos de governo foi uma distribuição imensa de “peixes” à população menos favorecida. Não que isto esteja totalmente errado, afinal, acho louvável tirar dos mais ricos e dar aos mais pobres, mas discordo do assistencialismo, discordo de “dar o peixe” ao invés de ensinar a pescar, pois assim se incentiva a vagabundagem, com o perdão do termo forte.
Não vou citar as diversas trapalhadas e gafes cometidas pelo nosso ex presidente, como a famosa frase “minha mãe nasceu analfabeta”, ou “este lugar é tão bonito que a gente até esquece que está na África”... o povo africano deve ter adorado essa sua pérola... não vou citar aqui as manobras políticas da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, dando continuidade à missão de dar ao povo o bom e velho “pão e circo”, pois assim esquecemos dos mensalões, dos escândalos de corrupção que todos os dias vemos nos jornais, e etc. Sem contar que iremos gastar bilhões de reais em estádios que ficarão praticamente sem uso depois da copa, sendo que este dinheiro poderia ser muito melhor aproveitado construindo hospitais, ferrovias, duplicando estradas, e etc.
            Na verdade, quero agradecer ao nosso ex presidente Mula por conseguir acabar de vez com a imagem do Brasil perante o resto do mundo. (alguns devem estar pensando, “nossa, que exagero”). Desde que me conheço por gente vejo que o mundo olha o Brasil com olhos, de certa forma, maldosos. Quando se fala em Brasil, logo vem à mente futebol, Cristo Redentor, mulatas seminuas sambando e rebolando feito loucas, e esse tipo de coisa. Há também os “gringos” que fecham pacotes de viagem para o Brasil para “aproveitar a vida”, ou seja, aqui eles podem fazer tudo o que quiserem, podem ter relações sexuais com “meninas de programa” que deveriam estar brincando de boneca ainda, podem comprar drogas em qualquer esquina, pois sabem que sairão impunes, afinal, aqui é o país da alegria, o país da “liberdade”, onde se pode fazer tudo.
            Mas o que mais me assusta não é isso. Há décadas vemos nos filmes norte americanos os bandidos, assaltantes e afins, tentando fugir para o Brasil, pois sabem que aqui nunca serão pegos. Garanto que boa parte alguma vez já ficou furioso ao ver uma cena desta na telinha, se revoltando pelo fato de os filmes pintarem uma imagem ruim de nosso país... como se isso fosse uma mentira...
            Agora, além dos bandidos, assaltantes e afins, temos também TERRORISTAS fugindo para o Brasil... isso mesmo, TERRORISTAS... é isso que esse tal da Cesare Batisti é, um terrorista. E porque ele escolheu o Brasil? Será pelas mulatas sambando seminuas? Será pela beleza das nossas praias? Será pela alegria do povo? Será por ser um grande fã do futebol brasileiro? NÃO! Porque ele sabia que aqui teria uma grande chance de se safar de todos os crimes que cometeu. Mas, para isto existem as leis internacionais, para que bandidos foragidos possam ser extraditados, para serem julgados em seus países e paguem por seus crimes, certo??? ERRADO. Neste momento entra o nosso querido ex presidente MULA, que agora também deu para proteger TERRORISTAS. Se o pobre do Bin Laden soubesse disso, poderia ter vindo para cá, certamente o MULA teria ficado com pena dele e também teria proibido sua extradição. Não achem que é exagero, é só parar para pensar um pouco. Nosso ex presidente era “muy amigo” de pessoas “muito bacanas”, como Evo Morales, Hugo Chaves, Fidel Castro, Mohamed Ahmadinejad, CESARE BATTISTI, “tutti buona gente”...
            Com essa atitude digna de um ASNO, o sr ex presidente MULA conseguiu gerar um transtorno diplomático que certamente irá abalar as relações entre Brasil e Itália, não digo para sempre, mas pelo menos por algumas décadas. Com esta atitude de proteger um bandido terrorista, nosso ex presidente confirmou a idéia de que o Brasil é o país do “oba oba”, que “aqui tudo pode”, que “aqui a lei protege os bandidos”, e por aí vai. Pior do que isso, mostrou, ou melhor, comprovou, que o Brasil não está preparado para assumir um lugar de destaque, de liderança, no cenário mundial, pois aqui as coisas não são levadas à sério... um ladrão de galinha apodrece na cadeia porque é um “Zé ninguém”, mas os ricos e poderosos, ainda mais se foram amigos do Mula, saem impunes de crimes horrendos e ainda ficam rindo das nossas caras... Parabéns sr MULA, muito obrigado por acabar com o pouquinho de moral que o Brasil havia começado a construir perante o mundo.
            Sei que muitos não irão concordar com estas palavras, irão achar exagero, irão achar que isto é “pensamento elitista”... mas me desculpem o que pensam assim, e podem ter certeza que os respeito, só que não poderia ficar quieto diante de um absurdo destes. Penso como estão se sentindo os familiares dos mortos pelo terrorista italiano que agora está vivendo “livre, leve e solto no Brasil”... penso na revolta que a população daquele país deve estar sentindo neste momento... penso em como ficará a relação Brasil x Itália daqui para frente, depois de mais esta peripécia do nosso queridíssimo ex presidente Mula... e para finalizar, voltamos à questão que move este blog: De quem é a culpa?? A CULPA POR TUDO ISSO É NOSSA!!

            Abraços!

            Aldo Lobo

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Vídeo proibido no Brasil

Olá amigos,

Segue o link de um vídeo muito interessante que recebi de um amigo hoje.

http://www.youtube.com/watch?v=PYStU4HzFr0

Vale a pena assistir.

Abraços!

Aldo Lobo

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Senado eleva verba indenizatória para incorporar custos com passagens

(esse é nosso país... e como sempre, de quem é a culpa?? A CULPA É NOSSA, por vermos essas barbaridades e ficarmos de braços cruzados, achando que é normal... que país é esse minha gente????)

O Senado decidiu incorporar a cota de passagens aéreas dos 81 senadores à chamada "verba indenizatória" de R$ 15 mil a que cada um tem direito para gastos nos Estados. O novo valor da verba vai variar de R$ 21 mil a R$ 38 mil, de acordo com o Estado de origem de cada parlamentar --uma vez que senadores de Estados mais distantes de Brasília têm direito a um valor maior para as passagens. 

A mudança permite que cada senador negocie diretamente a compra das passagens, sem o intermédio da agência de turismo contratada pela Casa --o que na prática abre brecha para que haja "sobra" do chamado "cotão".
O Senado diz que vai editar um ato que impede o uso da "sobra" fora do transporte aéreo --mas a medida ainda não foi formalizada pela Mesa Diretora da instituição.
No modelo atual, cada senador recebe uma verba mensal que varia de R$ 6 mil a R$ 23 mil para gastos com passagens aéreas correspondentes a cinco trechos de ida e volta para o Estado de origem. Paralelamente aos recursos das passagens, cada senador recebe a verba indenizatória de R$ 15 mil para custear gastos nos Estados.
O modelo do chamado "cotão", unindo as duas verbas, já é adotado pela Câmara --onde os deputados só podem usar a verba das passagens para o transporte aéreo. Se o Senado não restringir o uso "cotão" ao transporte aéreo, o dinheiro extra poderá ser incorporado à verba para fins diversos.
Mesmo com a restrição, os senadores também poderão usar a sobra para o fretamento de jatos e outras formas de transporte aéreo.
O senador Cícero Lucena (PSDB-PB), primeiro-secretário do Senado, disse que a intenção da mudança é permitir que os senadores negociem as passagens a preços mais baixos que os adquiridos pela empresa de turismo conveniada com o Senado. 

"O que temos de alternativa é a liberdade para que as pessoas possam gerenciar dentro do mesmo critério. Isso pode, no futuro, provocar uma economia", afirmou. 

Segundo Lucena, será mantida a regra de que somente o senador e assessores diretos do parlamentar poderão usar o "cotão" para passagens --sem estender essa possibilidade a familiares. "Não pode delegar para ninguém. Passagem só pode prestar conta para o parlamentar ou funcionário que lhe presta serviço no gabinete." 

Fonte: Folha.com

quinta-feira, 28 de abril de 2011

TÃO PERTO, TÃO LONGE


            Caros amigos,

            Depois de alguns dias sem manifestações aqui no blog, resolvi escrever algo sobre o investimento do Brasil em infra-estrutura. Fiquei uns dias ausente porque, como filho de Deus que sou, tirei alguns dias de férias que haviam restado e fiz uma viagem à Argentina, para visitar a região vinícola do país, a província de Mendoza. Poderia escrever várias linhas sobre a viagem, mas, apesar deste assunto me interessar imensamente, o ponto principal e o propósito deste blog não é falar sobre vinhos.
             Como minha esposa e eu tínhamos 15 dias de folga, e levando em conta também a questão financeira, já que sairia mais barato, resolvemos fazer a viagem de carro, pois assim teríamos mais liberdade para pararmos onde quiséssemos e poderíamos passar alguns dias sem compromisso nenhum, apenas dirigindo, sem precisar se preocupar com aeroporto, check-in, filas, etc. Além disso, de avião teríamos a limitação das cotas de bagagem, e por isso não poderíamos trazer um estoque muito grande de vinhos (hehehe).
            Bom, vamos ao que interessa. Rodamos cerca de 6 mil km ida e volta, sendo que boa parte destes, 4,5 mil km, em território argentino. E uma coisa que nos impressionou muitíssimo foi a quantidade de obras de infra-estrutura que estão sendo feitas no país vizinho. Atravessamos as províncias de Santa Fé, Córdoba e Mendoza, sendo que as duas primeiras são, junto com Buenos Aires, as 3 principais regiões produtoras de grãos da Argentina. E provavelmente por este fato, o governo argentino está investindo pesado (mas pesado MESMO) em infra-estrutura. A rodovia “RA 9”, que liga Buenos Aires à Santa Fé, é toda duplicada, e “RA 127”, que vai da divisa com o Brasil (Uruguaiana) até Santa Fé, está toda em obras, em ritmo acelerado, e em breve também terá 2 pistas. Além disso, a “RA 19”, que liga Santa Fé à Córdoba, também está em obras, e a “RA 158”, que liga San Francisco à Rio Cuarto, depois as “RAs 8 e 7”, que vai até Vila Mercedes e San Luis, estão todas sendo duplicadas. De Vila Mercedes até Mendoza a rodovia já é duplicada. Além disso, nota-se que diversas ferrovias do país estão em funcionamento, sem contar as hidrovias, que facilitam o escoamento da produção agrícola para os portos, incluindo o de Up River, que fica em Rosário (cerca de 300 km de Buenos Aires) e é um dos principais portos do país.
Outro fator que me chamou muito a atenção. Como dito, rodamos cerca de 4,5 mil km dentro da Argentina, e a grande maioria das estradas pelas quais trafegamos eram pedagiadas... e sabem quanto gastamos de pedágio para rodar estes 4,5 mil km?? O equivalente a R$ 19,50. Isto mesmo minha gente, não é piada, 4,5 mil km e R$ 19,50 gastos com pedágios. Apenas para comparação, resolvemos voltar por Foz do Iguaçu, e no trecho de 650 km que liga esta cidade à Curitiba, adivinhem quanto gastamos de pedágio? Cerca de R$ 70,00. Ah, diga-se de passagem, a pista é simples em 85% do trecho (é duplicada apenas entre Foz do Iguaçu e Santa Terezinha do Iguaçu). Além de pagarmos um absurdo de pedágio num trecho de 650 km, em pista simples, não vi nenhuma obra para duplicação de uma das principais rodovias usadas no escoamento da produção agrícola do estado, já que a região oeste é uma das grandes regiões produtoras de soja, milho e trigo do PR.
            O que me deixou com uma pontinha, ou melhor, uma “PONTONA” de inveja foi o seguinte, a Argentina passou por uma crise econômica gravíssima cerca de 10 anos atrás, e apesar disso, o governo continua investindo em infra-estrutura para facilitar o escoamento da produção agrícola do país, barateando custos e incentivando os produtores a plantarem cada vez mais. Além disso, as estradas, mesmo as não pedagiadas, são excelentes, sem buracos e bem sinalizadas. As que têm pedágios então nem se fala. Enquanto isso, no Brasil, as estradas sem pedágio são horríveis, as que possuem pedágios baratos (como a BR 116, que liga Curitiba à São Paulo) deixam muitíssimo a desejar, e as que são boas possuem pedágios absurdamente caros.
            É por isso que nossos produtores agrícolas possuem margens apertadas de lucros e volta e meia ficam no prejuízo. É por isso que regiões que possuem bom potencial agrícola não são desenvolvidas porque não são economicamente viáveis. Constantemente vemos notícias de que a venda de veículos foi recorde no Brasil, e, pelo menos aqui no Sul do país, não vemos nenhuma obra de duplicação, nenhuma nova estrada sendo aberta.
            Confesso à vocês que fiquei com muita inveja dos nossos “hermanos”, pois mesmo tendo saído do fundo do poço recentemente, o país inteiro está em obras, e obras úteis, infra-estrutura que irá facilitar a vida de toda a população. Enquanto o Brasil se preocupa em fazer estádios monumentais para receber a copa do mundo e gasta milhões para dar ao povo o famoso “pão e circo”, o nosso vizinho se preocupa em investir em coisas muitíssimo mais úteis, que trarão benefícios verdadeiros à população, e não apenas uma alegria passageira que irá durar 1 mês no máximo. Por isso o nome deste tópico, “Tão Perto, Tão Longe”, pois estamos tão perto da Argentina, mas estamos tão longe no que se refere aos investimentos PRODUTIVOS para o país e que trarão benefícios à população.
            E para terminar, faço a boa e velha pergunta de sempre: De quem é a culpa? A CULPA É NOSSA!! A culpa é nossa por sermos tão pequenos, por exigirmos tão pouco de nossos governantes, por sermos tão pacatos a ponto de pagarmos impostos absurdos e ainda termos que pagar pedágios mais absurdos ainda para podermos rodar por nossas estradas. A culpa é nossa por aceitarmos o “pão e circo” oferecido pelo nosso governo, ao invés de querermos coisas mais úteis que realmente trarão benefícios à toda a população. A culpa é nossa por sermos tão trouxas por ficarmos esperando com ansiedade pela copa de 2014, ao invés de exigirmos duplicações das nossas estradas, aumento da capacidade dos nossos aeroportos, dos nossos hospitais, criação ou reativação das nossas ferrovias para facilitar o escoamento da produção agrícola e industrial, baratear custos e incentivar a produção, que é o que realmente move este país. Mas que nada, o importante é ter “mais uma estrela” bordada na nossa camisa, para provarmos que somos melhores do que os argentinos... e enquanto isso, eles seguem galopando rumo ao desenvolvimento econômico sustentável, e se continuar assim, logo logo perderemos o posto de 2º maior produtor de soja do mundo, pois enquanto investimos em bobagens, eles investem em estrutura produtiva. E se mantivermos nosso ponto de vista mesquinho e ignorante, continuaremos eternamente sendo um país “em desenvolvimento”, enquanto que as nações vizinhas já serão países desenvolvidos muito antes do que pensamos.

            Grande abraço à todos.

            Aldo Lobo

segunda-feira, 4 de abril de 2011

DEMOCRACIA???


            Caros amigos,

            Todos sabem que o Brasil é um país democrático, pois temos o direito de escolher as pessoas que irão tomar as decisões e representar o povo na câmara, no senado, etc. Em teoria, democracia “é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos”.
Em teoria é uma maravilha, mas será que as coisas realmente funcionam assim? Na minha humilde opinião, o sistema político que temos no Brasil hoje em dia nada tem a ver com a famosa democracia, vejamos alguns pontos.
Em primeiro lugar, vamos lembrar do episódio escandaloso do “mensalão”. Para quem não se lembra, mensalão era um esquema de “compra de votos” de deputados da base aliada do governo, ou seja, a base governista lançava os projetos (geralmente com fins populistas) e, em troca do voto favorável dos deputados, estes ganhavam um “agrado” do governo, o chamado mensalão, ou seja, vendiam seu voto. Trocando em miúdos, era um esquema de compra de votos nas camadas mais elevadas do poder político brasileiro. Então, me parece bastante contraditório que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) faça campanhas e mais campanhas contra a compra de votos, enquanto que um caso muito maior e mais escandalosamente grave acontece debaixo do seu nariz.
Então, chegamos ao ponto. Em teoria, os deputados e senadores são pessoas escolhidas por nós, através da democracia, para nos representar nas decisões políticas que são tomadas diariamente. Eles são escolhidos de forma democrática, mas na hora de votar, o fazem “vendendo” seus votos, graças ao mensalão, buscando, como sempre, engordarem suas próprias contas bancárias. Então que democracia é essa? O voto não deveria ser dado para projetos que realmente beneficiariam o povo de forma geral? Mas neste caso está sendo definido mediante um “pagamento”? Isso não vos parece destoar bastante do princípio da democracia? Para mim parece, e muito... por isso acredito que a democracia no Brasil é de fachada. As pessoas vendem seus votos em troca de dentadura, cesta básica, bolsa família, e os deputados, que são eleitos muitas vezes graças a esta compra de votos, também vendem seus votos para apoiar os projetos governistas. Maravilha de democracia, baseada na compra direta e indireta de votos, desde o eleitor até as pessoas que o representam. Maravilha.
Outro ponto interessante diz respeito ao domínio do poder em nosso país. Se vocês forem parar para pensar, há séculos são os mesmos “Barões” que comandam o Brasil. Olhando apenas para a história mais recente, depois do fim da ditadura militar em 1985, temos uma dúzia de pessoas que se revezam no poder, indo e voltando quando bem entendem. O nosso queridíssimo Presidente do Senado, José Sarney, que é pai de Roseana Sarney, governadora do Maranhão, e do Deputado Federal Sarney Filho, está na política desde 1950. Entre idas e vindas, já foi deputado, senador e governador várias vezes, e chegou à presidência da república depois do falecimento de Tancredo Neves, de quem foi eleito vice nas eleições indiretas de 1985.
Além da “dinastia Sarney”, há vários outros casos de políticos que estão deixando suas “crias” em seus lugares, pois provavelmente se acostumam com o poder e, logicamente, não querem largar “o osso”, pois sabem que cargo público é a melhor profissão do mundo em nosso país. Geralmente os mais velhos usam toda sua influência política para elegerem seus descendentes, fazendo com que a família se mantenha no poder por décadas. E o povo, sabe Deus porque, continua votando e elegendo as crias, esquecendo que um dos principais atrativos da democracia é justamente a alternância do poder.
Para finalizar, se formos analisar friamente, há outro ponto que distancia o sistema político brasileiro da democracia de fato. Se olharmos de forma crítica, nosso sistema político estaria mais para uma espécie de “feudalismo”, vejamos. No feudalismo existiam basicamente 3 classes sociais: O clero, a nobreza e os servos.

·        O clero: eram as pessoas ligadas à religião. Muitas vezes sua função era manter o povo “apaziguado”, impedindo revoltas populares com a justificativa de que a Justiça Divina os compensaria com o céu e que todo o sofrimento da vida terrena seria compensado com o paraíso;
·        A nobreza (ou senhores feudais): eram os donos de terras, possuíam muito poder político e influência na sociedade, mantinham os servos em regime de semi-escravidão e apenas gozavam das maravilhas do mundo, graças ao suor dos pobres diabos que trabalhavam para os sustentar;
·        Os servos: eram as pessoas que viviam nos feudos, trabalhando com agropecuária e gerando riqueza para seus senhores. Além de trabalharem para sustentar a nobreza, ainda tinham que pagar pesados tributos para poderem utilizar a terra (além de serem praticamente escravizados ainda tinham que pagar para usar a terra) e também pela proteção militar.

Então senhores, tirem suas próprias conclusões. Em minha opinião, estamos vivendo num sistema que mais tem a ver com alguma espécie de feudalismo do que na (em nosso caso) utópica democracia. Há o clero que pouco influencia, pois as igrejas de hoje em dia (não me critiquem, é apenas minha opinião) parecem muito mais preocupadas em arrumar formas de arrancar dinheiro dos fiéis, ao invés de lutar e se manifestar em prol da justiça social. A nobreza seria composta pelos nossos políticos, que vivem às custas do trabalho do povo, se preocupam apenas com seu bem estar, exploram a classe trabalhadora até não poderem mais (trabalhamos cerca de 150 dias por ano apenas para pagar impostos) e gozam de todos os prazeres da vida (viagens, jantares, vinhos, cartões corporativos, etc) graças à nós. E por fim os “servos”, que somos todos nós, que trabalhamos quase meio ano para sustentar esse bando de vagabundos, não temos acesso à uma saúde pública decente, nem à segurança, nem estradas temos para rodar, apesar de tantos impostos que pagamos.
 Mas, o Brasil é pentacampeão mundial de futebol, temos o bolsa família, teremos copa no Brasil em 2014 e olimpíada em 2016, nosso PIB cresceu 7,5% em 2010, nosso time vai ser campeão brasileiro esse ano, nosso ex presidente é “o cara”... para que se preocupar com nossos políticos que deitam e rolam? Para que? Não adianta nada, não é?
Aí, como de praxe, pergunto à vocês: de quem é a culpa por todas essas barbaridades que acontecem no nosso país??? A resposta vocês já sabem, A CULPA É NOSSA!!!!

Aldo Lobo

Projeto proíbe pagamento de aposentadoria a parlamentar cassado

(é minha gente, até que enfim uma boa notícia... tomara que a medida seja aprovada)

O senador ou deputado federal que for cassado ou renunciar ao mandato para fugir da cassação poderá perder também o direito a receber aposentadoria pelo Plano de Seguridade Social dos Congressistas. Proposto pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS), o projeto já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa e deve ser votado na próxima quarta-feira (6), em caráter terminativo, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Para Simon, o pagamento de aposentadoria pelo Congresso a parlamentares cassados ou que renunciaram ao mandato para fugir da cassação é algo "inadmissível". De acordo com a legislação, o Plano de Seguridade Social dos Congressistas prevê os mesmos benefícios dados aos servidores federais, como aposentadoria no valor integral do salário, proporcional ao tempo de contribuição.

"A presente proposição visa a incluir a condição sine qua non [condição fundamental] de uma postura mínima condizente com a ética e o decoro parlamentar, para que este e, consequentemente, seus legatários possam fazer jus aos benefícios concedidos", afirmou Simon na justificativa da proposta.

"É impensável, ilegítimo e inadmissível que um parlamentar que tenha tido seu mandato cassado ou que tenha renunciado por estar sujeito à cassação possa usufruir de um substancioso subsídio, sendo que não houve a recíproca do comportamento de respeito à coisa pública e à vontade de seus representados", reforçou o senador gaúcho.

De acordo com o parecer aprovado pela CCJ, será negada a aposentadoria ao parlamentar que, estando submetido a processo que vise ou que possa levar à perda do mandato por ato ou omissão envolvendo recursos públicos, apresente renúncia. Ainda será cassada a aposentadoria concedida pelo Instituto de Previdência dos Congressistas ao ex-parlamentar que venha a ser condenado definitivamente por ato ou omissão lesivos aos cofres públicos cometidos durante o mandato.

Apesar de perder o direito a receber aposentadoria pelo Plano de Seguridade Social dos Congressistas, o parlamentar poderá usar o período que esteve como deputado ou senador na contagem do tempo de contribuição do Regime Geral de Previdência Social (INSS).

Se aprovada na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, a proposta seguirá para a análise dos deputados.

Fonte: Agência Brasil, em Uol Política. 

quinta-feira, 31 de março de 2011

Quanto ganha um deputado??

Olá caros amigos,


Dando sequencia à nossa missão de tentar esclarecer um pouco as coisas "obscuras" que ocorrem em nosso país e despertar em vossos corações um pouco de indignação, seguem alguns dados interessantes sobre nossos "árduos trabalhadores e representantes do povo", os famosos deputados.


Vocês sabem quanto ganha cada um deles? Recentemente foi aprovado um aumento bastante modesto de 100% nos salários destas criaturas, sem contar os incontáveis auxílios e mordomias que cada um deles tem.  E não precisa nem falar que tudo isso é pago com o nosso dinheiro.


Vamos lá:


Salário mensal (a partir de 2011):

R$ 26.700,00 + 13º, 14º e 15º (isso mesmo);


Auxílio Moradia:

R$ 3.000,00 (dá para alugar um bom "APE" com um auxílio desses né?);


Cota Telefônica (para gastar com quem e como quiser):

R$ 4.000,00;


Passagens aéreas (que não exigem comprovação, é só gastar):

R$ 9.000,00;


Assinaturas de jornais e revistas (????):

R$ 1.000,00;


Assistência Médica (porque não usam o SUS?? Ou pagam seus próprios planos de saúde como nós pobres mortais??):

R$ 8.000,00


Verba indenizatória (para "despesas gerais"):

R$ 15.000,00. O saldo não utilizado em um mês acumula para o próximo...  (barbaridade...)


Verba de gabinete:

R$ 60.000,00 (algumas vezes usada para pagar aluguel de parentes, salários de funcionários "fantasmas", assessores que nunca aparecem para trabalhar, esse tipo de coisa).


Então meus caros, como se pode ver, ter cargo público no Brasil é a melhor profissão do mundo, sem dúvidas. E o pior de tudo sabem o que é? O povo vê tudo isso e não faz nada, acha "normal". Devido à nossa mentalidade medíocre, ao invés de irmos para as ruas protestar contra esse tipo de coisa, na próxima eleição iremos nos candidatar também, pois quem não quer "mamar numa teta" dessas????


Aí eu pergunto a vocês, quem de nós ganha um salário desses? Eu que me matei durante 4 anos pagando faculdade, trabalhando de dia e estudando a noite, muitas vezes comendo 1 pedaço de pizza ou 1 salgado no dia para poder pagar meus estudos, preciso de 1 ano para ganhar o que esses vagabundos ganham em 1 mês, isso sem contar os "por fora". Vocês acham certo isso? Acredito que a maioria está dizendo que não, mas e o que nós fazemos para mudar isso? Absolutamente NADA!!!



Mas tudo isso acontece no nosso país por quê? A resposta vem de outra pergunta, que é a pergunta que motiva e intitula este blog: De quem é a culpa? A CULPA É NOSSA!!!!


Abraços!


Aldo Lobo

quarta-feira, 30 de março de 2011

Valores Morais!

Caros amigos,

Meu primeiro tópico neste blog será sobre os "valores morais". Nada melhor para começar uma discussão do que falar sobre um assunto polêmico como este e que está tão em evidência atualmente. 

Outro dia conversando com o pai de um amigo meu, o sr Jorge, ele me disse o seguinte: "Aldo, o mundo está passando por uma total inversão dos valores morais que me assusta. O que era certo agora é errado, e o que era errado alguns anos atrás, hoje em dia se tornou normal. As pessoas não se espantam mais com o que é errado". No ato concordei totalmente com ele, e este assunto rendeu uma boa conversa que perdurou por vários minutos.

Meu avô, o falecido sr Francisco da Cruz, tinha um armazém que vendia um pouco de tudo. Como era a única venda da região, e todos se conheciam, ele usava a famosa "caderneta do fiado", e em quase 50 anos de atividade, teve pouquíssimos problemas com relação à inadimplência. As pessoas se respeitavam, tinham palavra. A confiança era na base "do fio do bigode", coisa que hoje em dia não existe mais.

Nos tempos de hoje é normal passar os outros para trás, sob a justificativa de que "o mundo é dos espertos", como se isso lhe desse o direito de ser desonesto. Se o cobrador do ônibus se engana e lhe dá troco a mais, você fica quieto e sai achando que se deu bem. São os efeitos do famoso (e muitas vezes inescrupuloso) "jeitinho brasileiro", que nada mais é do que um sinônimo de malandragem e "esperteza".

Vemos as pessoas que deveriam dar o exemplo, se aproveitando de sua posição "privilegiada" para pisar em cima dos outros. Vemos delegados espancando cadeirantes, vemos mensalões, aumentos absurdos nos salários dos deputados, vemos taxistas cobrando mais caro de turistas estrangeiros, e todo tipo de situação revoltante.

A idéia inicial é tentar fazer com que haja uma mudança na mentalidade das pessoas, tentar resgatar o sentido de justiça, os valores morais, a confiança, a seriedade, e sobretudo, a honestidade, coisa tão rara hoje em dia. Há 30-40 anos, as pessoas se admiravam quando ouviam notícia de que determinado indivíduo tinha roubado algo, ou passado alguém para trás. Hoje em dia isso já se tornou tão comum, que as pessoas se admiram quando alguém é honesto. Várias vezes já devolvi troco errado, falei para o vendedor que ele estava me cobrando menos do que deveria, chamei a pessoa e devolvi o dinheiro que ela havia derrubado da carteira, e o comentário foi sempre o mesmo, "poxa, isso é raro hoje em dia". E é por isso que nosso país não para de patinar na lama. Toda obra que o governo realiza, custa 2,3, 10 vezes mais do que deveria custar, porque todos querem "levar sua parte". Aí eu pergunto à vocês, isso é certo? É esse o mundo em que vocês querem viver? Não? Então temos que fazer algo para mudar isso, não acham? 

Ok, estamos tentando, mas precisamos da ajuda de todos vocês. Podemos não conseguir mudar o mundo, mas pelo menos vamos estar fazendo a nossa parte, e poderemos dizer que "a culpa NÃO é nossa".

Contamos com vocês. Grande abraço!
Aldo Lobo

Apresentação

Olá,

Meu nome é Aldo Lobo, tenho 30 anos, sou casado e moro em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba-PR. Alguns meses atrás surgiu a idéia, junto ao meu grande amigo Julio da Silva, de criarmos um site, ou um blog, para podermos expressar a nossa indignação e tentarmos despertar nas pessoas o mesmo sentimento de revolta que muitas vezes nos atinge. Depois de algum tempo de amadurecimento da idéia, estamos dando início à este trabalho.

A idéia principal aqui não é ensinar nada a ninguém nem gerar revoltas populares, apenas fazer com que as pessoas saibam que juntos temos o poder de mudar muitas das coisas que geralmente consideramos erradas. Uma vez ouvi uma história sobre um elefante que foi criado em um circo. Quando pequeno, ele era amarrado à uma estaca de madeira, e não tinha força suficiente para arrancar a estaca, por isso ficava movimentando seu corpo tentando fugir, mas quando encontrava a resistência da corda amarrada à estaca, parava de fazer força, pois via que era inútil. O tempo foi passando, e o elefante cresceu e se tornou adulto. Agora ele tinha força de sobra para romper a corda ou arrancar a estaca que o segurava, mas sabia que estava amarrado, e não tinha noção de que sua força havia aumentado. Por isso, mesmo tendo a força necessária para romper a corda ou arrancar a estaca, estava condicionado à ficar preso, fazendo o mesmo movimento que fazia quando era pequeno, e toda vez que encontrava a resistência da corda, parava de fazer força, considerando que seria inútil. 

Assim somos nós. Estamos condicionados a pensar que não temos força para mudar as situações que nos descontentam, e não sabemos da força que realmente temos. Todos os dias vemos acontecimentos absurdos, principalmente no nosso cenário político, e agimos como o elefante, que possui força para mudar o que acha errado, mas está acostumado a desistir toda vez que encontra o primeiro sinal de resistência. 

Nossa intenção é fazer com que as pessoas lutem pelo que acham que é certo, demonstrem sua indignação, vão para as ruas gritar contra a tirania de nossos governantes, e tenham ciência da força que, juntos, possuem. Como diria Raul Seixas, "um sonho que se sonha só, é apenas um sonho que se sonha só, mas um sonho que se sonha em conjunto, se torna realidade". Essa é nossa intenção, fazer com que mais pessoas sonhem o nosso sonho de justiça e igualdade, para que juntos possamos torná-lo realidade.

Um grade abraço à todos!

Aldo

Bem vindos!!

Caros amigos,
O intuito deste humilde blog é criar, ou fortalecer, o sentido de revolta que existe dentro de cada um de nós diante das barbaridades que temos visto em nosso país e no mundo. Este blog é fomentado por uma simples pergunta: "De quem é a culpa??", por isso o nome deste diário é "A culpa é nossa", em resposta à pergunta que move os sentimentos desta criatura que vos escreve.  Por exemplo, seria mais ou menos assim: De quem é a culpa pelos absurdos cometidos pelos nossos governantes? De quem é a culpa pelo alto índice de corrupção em todas as camadas da sociedade? De quem é a culpa de ainda sermos um país em desenvolvimento (e provavelmente, se continuarmos assim, nunca chegaremos a ser um país desenvolvido)? E a resposta para estas e para muitas outras perguntas é bastante simples: A CULPA É NOSSA!!! A culpa é do povo brasileiro, que ao invés de se mostrar contrário às barbaridades, simplesmente aceita o deleite dos nossos governantes. A culpa é nossa por votarmos em pessoas com "ficha suja", por votarmos em "palhaços" (literalmente falando), por não demonstrarmos nossa indignação diante dos escândalos de mensalões, e afins. A culpa é nossa por sermos tão hipócritas a ponto de acharmos que tudo isso que ocorre no nosso país é normal, ou que acontece em todos os países do mundo. A culpa é nossa por não nos revoltarmos quando os deputados, senadores e demais comparsas, votam e, logicamente, aprovam um aumento bastante modesto de 100% nos seus já absurdos salários, sem contar as incontáveis mordomias que eles próprios se dão ao direito de desfrutar. A culpa é nossa por sermos tão pacatos e corruptos, sim, CORRUPTOS. Ao invés de nos revoltarmos e exigirmos mudanças, na próxima eleição nos canditaremos a algum cargo público, para "ajeitarmos nossas vidas" e para "mamar na teta". Por isso somos corruptos, porque não vemos mais do que 1 palmo à frente de nossos narizes, só nos preocupamos com o bem pessoal e esquecemos totalmente do bem comum.
Deixo claro que meu objetivo aqui não é fazer com que as pessoas saiam nas ruas enfrentando as forças de repressão, quebrando e depredando. Apenas quero que as pessoas se conscientizem das barbaridades à que estamos sujeitos, e façam algo mais do que simplesmente cruzar os braços e reclamar da situação. Acredito na força do povo, que unido pode, muito mais do que imagina, fazer com que mudanças ocorram, tornando nosso país um pouco mais justo. De forma pacífica, usando apenas palavras e a força de nossas mentes, podemos muito mais do que imaginamos, podemos mudar o mundo, mas antes disso, precisamos mudar o nosso mundo, precisamos mudar nossas mentes, precisamos deixar de ser mesquinhos e de pensarmos apenas no nosso próprio "umbigo". Temos que olhar as coisas com outros olhos, temos que mudar nossas mentes, temos que deixar de querer apenas nosso próprio bem e querermos o bem comum, o bem de toda a população, o bem dos menos favorecidos. Juntos somos fortes, mas precisamos ser fortes da forma certa.
Agradeço pela visita de todos e espero que gostem deste humilde blog de desabafo. Espero também poder contribuir para que as pessoas possam ver as coisas com outros olhos, espero poder ajudar a despertar o sentido de justiça e moral que tanto nos faz falta nos dias de hoje.

Um grande abraço e conto com vocês!

Aldo Lobo